email home
 
 


01

 
A ORIGEM E A DOMESTICAÇÃO DOS GATOS
 
Texto de Autoria de Marisa Paes (Miaurisa)


02O Gato é o mais misterioso e o mais fascinante dos animais que já viveu junto com o homem. O seu antepassado mais antigo recebeu o nome de "Miacis", nome dado por Paleontólogos, para descrever um animal selvagem de corpo longo e patas curtas, que subia em árvores com facilidade e possuia patas com unhas retráteis,  como as do nosso Gato atual. Os fósseis mais antigos que mostram uma verdadeira semelhança com os Gatos modernos remontam a cerca de 10 a 12 milhões de ano, ou seja, são muito anteriores ao aparecimento do homem na terra. Talvez por este motivo,  que os Gatos sejam tão especiais. Dentre as criaturas que conhecemos, são eles realmente os mais independentes e mais donos de si mesmo. Algumas filosofia Orientais e escritores famosos acreditam que os Gatos estejam numa esfera superior de evolução, por isso escolheram ser Gatos. Eles não precisam trabalhar para viver ou lutar corpo corpo com o mundo material. Eles têm tempo para meditar e trabalhar em planos mais profundos.
        Nós, os humanos, fomos os seres escolhidos para suprirmos suas necessidades básicas de alimentação e abrigo.
        Eles possuem liberdade ao liderarem com o amor e a afeição, sem se tornarem submissos, por receberem de nós o que necessitam. Por isso, há hipótese de que se sejam seres estelares, altamente desenvolvidos, que escolheram esta forma física para o desenvolvimento espiritual. Mas, os Gatos sempre foram adorados ou temidos. Chegaram a ser estimados como talismãs e massacrados como agentes do mal.
        Os primeiros Gatos domesticados foram usados para o controle de pragas no Antigo Egito, talvez em torno de 3.000 a.C., tornando-se assim os seus salvadores e conseqüentemente adorados como deuses. Os Egípcios ficavam fascinados com a sua agilidade, força e esperteza e passaram a considerá-los sagrados. Deram-lhes nome de "Miw". Quando o "Miw" morria, seus donos punham luto, embalssamavam-no, punham-no num esquife de madeira e o levavam para o grande Templo de Bast, o deus-gato, Bubastis. Os antigos Egípcios mumificavam seus Gatos, sendo que o estudo destas múmias ajudou cientistas a determinarem que a espécie doméstica original era o "Felis Libyca". Do Egito, os Gatos domésticos foram levados para a Itália e mais tarde para a Europa inteira, conquistando apreciadores da espécie pelo mundo todo.
        Porém, na Idade Média, o Gato passou de deus para vilão. Devido à ligação dos Gatos com os cultos pagãos, a Igreja desencadeou uma campanha contra eles. Associou-se a figura do mal à figura do Gato. Os supersticiosos acreditavam que as bruxas podiam transformar-se em Gatos. O perfil do Gato era idêntico ao daquelas bruxas que foram queimadas vivas. O Gato com a sua independência, representava aquelas mulheres que não eram domesticadas, isto é, não eram submissas ao homem. Criou-se uma certa imagem de "superioridade" em relação aos Gatos e as bruxas. Os inquisitores diziam que as bruxas seduziam e enfeitiçavam os homem e os Gatos com olhares profundos e penetrantes também os seduzia. Essa crença teve conseqüências infelizes: os Gatos eram queimados vivos junto com as bruxas ou sem elas. Por volta do ano de 1.400 D.C. os Gatos estavam já em extinção e não havia quantidade suficiente para destruir os ratos que traziam as infecções. E foi assim que por falta de Gatos, morreram de "peste" 2/3 da população Européia.
        Só depois da Revolução Francesa é que terminam as superstições e crueldade com os Gatos. Já na metade do século XIX,  em conseqüência das pesquisas de Luís Pasteur,  é que as pessoas tomaram conhecimento da natureza das doenças e da forma de transmissão (micróbios, vírus) e não bruxas ou Gatos. E a partir deste fato é que os Gatos novamente tomam o seu verdadeiro lugar: junto com o homem.
        As crenças de que Gato preto dá azar, que Gato é traiçoeiro, egoísta, insensível, são rótulos que fazem parte de um passado de idéias retrógradas, baseadas unicamente em superstições em Ciência.

Atualmente vivemos a  "Era do Gato". A explicação para tal fato é o reflexo da nossa época, ou seja, a representação dos fortes valores do fim do século: a independência e a praticidade, aliadas à beleza e elegância de que o Gato é possuidor. As pessoas querem um animal de estimação que não ocupe muito espaço e nem dispense muito tempo em tratamento. Os Gatos são criaturas especiais que atendem às necessidades das mudanças ocorridas na vida urbana. São amigos, mas vivem muito bem sozinhos em apartamentos, sem precisar de horas de passeio com seu dono. Ao contrário, contentam-se em compartilhar de um programa de TV com as pessoas, deitado no braço do sofá ou estirado no tapete. Não precisa de carinhos freqüentes, se assim quiser, um afago na cabeça já é suficiente para lhe dizer que faz parte da família e que é muito amado.
         A linguagem do Gato com seu dono é quase telepática. Uma troca de olhares é suficiente para entenderem-se mutuamente. Portanto, a preferência pelos Gatos como animais de companhia decorre da facilidade de sua manutenção e da sua adaptação a espaços pequenos e fechados.
        Nos Estados Unidos e nos principais países da Europa, os felinos já estão muito à frente dos cães em número de animais de estimação. Os clubes e associações de Gatos espalham-se pelo mundo todo em progressão geométrica.
        Para entender à crescente demanda do Mercado de Gatos, os criadores procuram desenvolver, através da seleção genética, não só novas raças, como também padrões de cores e pelagens, além de melhores temperamentos. O Brasil está caminhando na mesma direção. Existem diversos clubes para registros de pedigrees de gatos, além do aumento de pacientes felinos nos consultórios veterinários. Isto, sem contar a variedade de rações específicas e vitaminas vendidas em Pet Shops exclusivas para Gatos.
        Atualmente, os Gatos estão sendo eleitos como os melhores animais de estimação que se possa ter. Já que vivemos na "Era do Gato", devemos aprender a dar a eles os cuidados necessários quanto à sua saúde, estética, alimentação e principalmente respeito à sua personalidade.


03


8186

 
 
etica