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Meu gato, minha vida”

Este espaço é reservado para você , “Amante de Gatos”, que tem um gato muito especial e que deseja colocar a história dele em nosso Site. Acesse o link abaixo, “Vida de Gato” e saiba como participar. E enquanto você não manda a sua história, leia a História da Miaurisa, da sua querida Gata Cinderella, que ela acredita que tenha reencarnado e que vive com ela até hoje.

Uma página do Diário de Cinderella

Cinderella I


...Hoje encontro-me meio enjoada. Aliás de uns tempos para cá, sinto-me diferente em minha maneira de ser, atitudes, gostos... Acho que tudo começou depois que eu fiquei com o Polaris. Passei alguns dias com ele na Casa do Gato e recebi muitos carinhos de sua parte. Alguns estranhos, mas eu gostei. Ele me pegou pela nuca e me pisou em cima. Nada comum, mas foi bom. Desde estes acontecimentos, que eu me sinto assim: esquisita, querendo carinho, atenção exclusiva, muito sono. Tenho muita fome e sinto que estou inchando. Preciso fazer uma boa dieta, para voltar ao meu peso normal, mas com a alimentação diferenciada que venho recebendo de minha dona, isto se torna impossível. Ela me alimenta várias vezes ao dia e me incentiva a comer, mostrando-me diversos pratos deliciosos de rações secas e úmidas. Em seguida, me oferece, ou melhor, me entope com alguns comprimidos vitamínicos, que diz serem necessários. Com isto, eu venho engordando a cada dia que passa.
    Tenho medo de estar fora de forma para a próxima Exposição, que adoro participar. Os juízes e convidados me acham linda pela maciez e beleza da minha pelagem prateada. Adoram a minha cauda volumosa e ereta verticalmente, que faz com que meus pêlos realcem, caindo como plumas. Fico vaidosíssima quando olham para o meu rosto e eu fixo neles meus olhos verdes contornados de preto, maquiagem permanente que ganhei da natureza e ouço invariavelmente comentários de admiração quanto à profundidade do verde esmeralda do meu olhar. Melhor ainda, quando recebo minhas premiações em forma de rosetas ou troféus e vejo estampar o sorriso nos lábios da minha dona.
    Porém, agora, estou preocupada. Quando cochilo sinto algo mexendo dentro de mim. Parecem umas formiguinhas andando lá dentro. Gostaria de ir a um bom médico. No entanto, acham que estou super bem e de vez em quando apalpam minha barriga.
    Os humanos são realmente muito estranhos! Não devo querer entendê-los, cansaria minha beleza. E eu sendo uma jovem tão linda e tão rara, não devo me prender a indagações. Sinto-me no momento mais bajulada do que sempre fui e enquanto estiverem aos meus pés, é sinal que continuo sendo a princesa da casa.
    Só gostaria de uma coisa: afinal, só me falta algo para eu ser completamente feliz. Queria os filhotinhos recém-nascidos que a Marisa guarda em uma sala separada, que não tenho acesso. Fico a espiá-los embaixo da porta e sonho em um dia poder ganhar estes pequenos brinquedinhos. Tenho certeza que vou amá-los muito. Demonstrar minha paixão com muitas lambidas em seus corpinhos, mantendo-os perfeitamente asseados. Aquecê-los com o calor do meu corpo e acho até que vou deixá-los brincarem comigo de esconde-esconde. Só não entendo o porquê de ser tão querida e não ganhar estes nenês. As gatas que vivem no Gatil, de vez em quando vem para esta sala e ficam trancadas com estes bichinhos de pelúcia. Eu já pedi para minha dona, mas ela sempre fecha a porta na minha cara, dizendo que sou muito criança para isto. Não entendo. O que tem haver idade, com brinquedos de verdade? Como sempre, não entendo estes humanos! Quem sabe, como ela gosta muito de mim, um dia, ou melhor, num belo amanhecer, eu acorde com uma bela ninhada em minha cama e eles tenham lindos e expressivos olhos verdes como os meus, só para combinar comigo!...

 

Ass: Cinderella Carmo’s Garden

   

 

        “Cinderella esteve presente em minha vida por pouco tempo, mas me deixou belíssimas recordações e foi uma gata especial. Ela era muito exibida e exigente, mas eu a amei mais do que a muitos gatos. Realmente ela foi e sempre será uma das minhas gatas prediletas. Infelizmente, no dia 08 de maio de 1998 , eu sai da Loja da Casa do Gato e esqueci a porta aberta. Como ela tinha sido acostumada a me seguir por onde eu andasse, ela veio atrás de mim, quando eu atravessei a Avenida, e em questão de segundos ela foi atropelada diante de meus olhos. Pensei que não fosse resistir a tamanha dor. Parecia que parte de mim estava indo embora. Passei dias chorando e me perguntando o motivo daquela tragédia. Eu sempre tive tanto cuidado com os meus gatos! Sempre trancava a porta quando saia, mas naquele dia, por descuido meu, eu deixei uma fresta aberta e por ela a minha doce Cinderella saiu e tudo se acabou. Demorei para me restabelecer. Pensei até em não mais criar gatos. Todos me diziam que eu tinha um monte de gatos e que havia muitas gatas parecidas com ela no meu Gatil. Só que ninguém podia entender o quanto eu amava esta gata. Ela tinha sido criada num berço, do lado da minha cama. Acho até que eu havia colocado esta gatinha no lugar do meu terceiro filho, que eu não tive, mas que gostaria de ter.
        O tempo foi passando e eu fui entendendo melhor esta minha relação afetiva com a minha gata e ao invés de me revoltar, eu fiz o contrário. Entrei de cabeça na criação de Gatos Persas Chinchillas, como a Cinderella. Afinal, ela havia deixado para mim a sua única filha CIBELLE, que foi o resultado do seu único acasalamento com o Gato alemão Polaris. Escrevi este texto acima, olhando nos olhos da Cinderella, quando ela estava grávida e achei que era assim que ela se sentia.
       Para minha alegria, a Cibelle cresceu, se tornou tão linda como a Mãe e por vezes eu a via fazer as mesmas traquinagens que a Cinderella fazia e ao olhar em seus lindos olhos verdes, eu via refletir uma chispa dela que se tornou imortal.. Acho que ela teve que partir para eu aprender muitas coisas. A partir da sua morte, nunca mais eu vi a morte de um gato como de um animal de estimação. Era algo muito mais especial, muito mais profundo. Comecei a estudar sobre os Elementais, a sua função na vida das pessoas, comecei a pesquisar sobre a “alma dos animais” e comecei a tirar as minhas próprias conclusões. Entrei para a Rádio Mundial e me tornei esotérica.: uma estudiosa de assuntos herméticos. Freqüentei Escolas de Iniciação e quanto mais eu estudava, mais provas eu tinha de que os gatos possuíam almas unidas a nós humanos. Eu sinto que muita coisa mudou dentro de mim para melhor e aprendi a aceitar as despedidas forçadas que a vida nos oferece e passei a acreditar em reencarnações não só de humanos, mas também de animais.
        Para minha maior felicidade, no ano de 2000, no dia 2 de abril, a Cibelle deu cria de duas lindas menininhas e qual não foi a minha surpresa, quando os seus olhinhos se abriram e eu vi numa delas a volta da minha querida gata. Por isso, eu coloquei o nome de Cinderella II e ela realmente é para mim a sua Avó Cinderella I. Ela faz tudo exatamente igual e também fisicamente ela é idêntica. Hoje, no ano de 2009, com 9 anos de idade, ela é castrada, não teve filhotes e é a minha gata modelo dos Persas Silvers Chinchilla. Texto de
Miaurisa da Casa do Gato

 




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